domingo, 24 de janeiro de 2016

Resultados finais (provisórios) no concelho de Óbidos



Projeções da SIC e TVI dão vitória a Marcelo à primeira volta, sondagem da RTP não exclui segunda volta

As projeções da SIC e da TVI apontam para a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais de hoje enquanto a sondagem da RTP não exclui uma segunda volta, com um intervalo entre 49 e 54% dos votos.

Afluência às urnas às 16 horas: 37,69%


A afluência às urnas às 16 horas foi de 37,69% dos eleitores (3671681 votantes), dados nacionais divulgados pela Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.

Nas Presidenciais 2011, à mesma hora, foi 35,16% e nas Presidenciais 2006 havia 45,56% de votantes. 

As mesas de voto estão abertas até às 19 horas de Portugal continental.

423.700 cidadãos habilitados a votar pelo círculo de Leiria

Leiria é o sexto círculo com mais eleitores recenseados para as Presidenciais 2016, segundo dados da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, divulgados pelo jornal "Público": 423.700 cidadãos com direito a voto.

Afluência às urnas até às 12 horas superior às Presidenciais de 2011

Até às 12 horas, votaram 15,82% dos eleitores recenseados, segundo dados da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna. Votaram pouco mais de milhão e meio de eleitores.

Nas Presidenciais de 2011, até às 12 horas a afluência foi 13,39%. No final, a abstenção situou-se nos 53,48%

Para o sufrágio de hoje estão inscritos um total de 9.741.792 eleitores, 85.318 mais do que em 2011.

Mais de 9,7 milhões de eleitores votam hoje para eleger próximo Presidente

Mais de 9,7 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá substituir Cavaco Silva, sendo dez os candidatos, o que constitui um recorde de nomes no boletim de voto.

Se um dos candidatos obtiver mais de 50 por cento dos votos será eleito já hoje chefe de Estado, mas caso contrário haverá uma segunda volta, a 14 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

Os dez candidatos aparecem no boletim de voto pela seguinte ordem: Henrique Neto, António Sampaio da Nóvoa, Cândido Ferreira, Edgar Silva, Jorge Sequeira, Vitorino Silva (Tino de Rans), Marisa Matias, Maria de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Morais.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos um total de 9.741.792 eleitores, 85.318 mais do que em 2011.

As mesas de voto estarão abertas entre as 8 horas e as 19 horas em todo o país, mas, devido à diferença horária, as urnas nos Açores abrem e fecham uma hora mais tarde em relação à hora de Portugal Continental e da Madeira.

Dos dez aspirantes a chefe de Estado, apenas Maria de Belém, Henrique Neto e António Sampaio da Nóvoa votam na região da grande Lisboa.

O candidato Marcelo Rebelo de Sousa exerce o seu direito de voto em Celorico de Basto (Braga), Vitorino Silva em Penafiel (Porto), Edgar Silva no Funchal, Marisa Matias em Coimbra e Cândido Ferreira em Leiria, enquanto Paulo de Morais e Jorge Sequeira votam no Porto.

Em 2011, Cavaco Silva foi reconduzido no cargo de chefe de Estado na primeira volta, com um resultado de 53,14%.

Dos restantes candidatos, Manuel Alegre conseguiu 19,67% dos votos, Fernando Nobre 14,04%, Francisco Lopes 7,05%, José Coelho 4,52% e Defensor de Moura 1,58%.

Nas últimas eleições, a abstenção também subiu para valores recorde, situando-se nos 53,56%.
A menor abstenção verificou-se na reeleição de Ramalho Eanes, em 1980 (15,61 por cento).

No pós-25 de Abril foram eleitos por sufrágio universal e direto Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva, e todos foram reeleitos.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje em Portugal Continental céu pouco nublado e temperaturas máximas amenas, não estando prevista precipitação em todo o território.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Cândido Ferreira em Leiria: "A campanha não correu bem e não vou ser eleito Presidente da República"



“Devem ter reparado que eu não fui um candidato do ‘caça ao voto’”, começa Cândido Ferreira num tom que já deixava antever as inúmeras críticas que tece depois, repetidamente, aos restantes candidatos. Esta sexta-feira, no último dia de campanha, depois de uma manhã em Leiria dedicada ao desenvolvimento regional e empreendedorismo, o candidato antevê os resultados no domingo sem qualquer pesar: “A campanha não correu bem e não vou ser eleito Presidente da República”, diz, “se não ficar em último já é bom”.

Num almoço em Leiria, onde marcaram presença o mandatário nacional, a esposa, o diretor do Jornal da Marinha e David Neves, presidente da Associação de Suinicultores do Concelho de Leiria, Cândido Ferreira lamenta ainda os critérios que diz terem sido “dúbios” da comunicação social. A manhã, dedicada ao empreendedorismo e desenvolvimento regional no concelho de Leiria, foi divida entre uma arruada e visita ao Mercado e as visitas à empresa GECO, Nerlei e ao Estádio Municipal.


Em Leiria diz não ter reunido todo o apoio “que queria”. “Não tive porque também não fiz nada por isso”, diz o candidato, “até porque ficaria extremamente caro”, acrescenta. Cândido Ferreira admite que a campanha lhe deverá custar “cerca de 60 mil euros”.
O candidato, lado a lado com David Neves, fala dos “problemas gravíssimos” que a suinicultura atravessa. “Também sou produtor de carne, sei bem do que é que falo”, diz o candidato. “Queria ter aproveitado esta campanha para dar visibilidade à crise que a suinicultura atravessa, em parte devida à falta de liderança do país, aliada à incapacidade que a classe política tem de enfrentar os desafios europeus na sua plenitude”, diz o candidato.


Sobre o Estádio Municipal de Leiria o candidato sugere que se revitalize o espaço que diz ser “vazio, oco e sorvedor de dinheiro”.


Na segunda-feira, se não houver segunda volta, garante ao REGIÃO DE LERIA pedir de imediato uma audiência ao Presidente da República, seja ele ou ela quem for, para a “criação do Estado Social”. “Tenho vindo a dinamizar esse conceito de Estado Social, composto por 80 cidadãos de ordens bastonárias, presidentes de associações académicas, reitores das principais universidades, entidades patronais e sindicais, das artes, da ciência”, explica o candidato. A ideia é que estas personalidades se reúnam de forma informal junto do Presidente da República, por sectores, e que aconselhem o Presidente da República nas diversas áreas. “A classe política, decididamente, não é capaz de o fazer”, acusa Cândido Ferreira.


“A campanha valeu a pena não pelos votos mas pelas iniciativas que aí vêm”, garante Cândido Ferreira.